Património
Do seu património cultural e edificado, destaca-se a Igreja Matriz, as Capelas da Consolação e de São Brás, a Fonte do Largo e alguns chafarizes.
A igreja matriz é um edifício religioso, cujos altares são regularmente adornados pelas mordomas dos santos. No altar-mor da igreja matriz encontra-se uma imagem de Santa Maria Madalena. Na igreja matriz é possível ainda encontrar a imagem de São Marcos, que outrora se encontrava na Capela da Consolação.
O chafariz da praça, este monumento data da primeira metade do século XX e especificamente de 1932, possui duas bicas inscritas em círculos e ladeadas por uma moldura recta com conchas nos ângulos, possui ainda um tanque rectangular com expressão volumétrica.
Relativamente à Capela de Nossa Senhora da Consolação, narra a história que vindos de Salamanca, Maria Fernandes, seu marido e seu filho, este último encontrando-se num estado doentio, dirigiram-se para a Aldeia da Ponte. Durante o percurso, nas terras de Forcalhos, o filho de Maria Fernandes necessitava de satisfazer a sua sede, porém não havia local para o fazer. Angustiada, a mãe implorou a Nossa Senhora que consolasse o seu filho. Como resultado da prece de Maria Fernandes, surge Nossa Senhora que a aconselhou a não desanimar, apontando-lhe uma pedra, na qual encontraria água.
Satisfeita a necessidade do doente, Nossa Senhora mandou que naquele local se edificasse uma ermida. Maria Fernandes executou logo de seguida as ordens de Nossa Senhora. A feitura da obra ficou marcada por alguma escassez de materiais e de sustento para os trabalhadores, porém na manhã seguinte as dificuldades foram superadas, as arcas encontravam-se cheias, havendo tudo o que era necessário. Dita a história que assim se acabou a obra da ermida.
O Choço constitui-se como uma construção circular feita totalmente em pedra (muro e telhado). Os choços localizam-se em terrenos afastados da aldeia. Estas construções serviam para abrigar da chuva, do frio, possibilitando ainda a dormida aos agricultores, durante o Verão. Embora os choços se encontrem num processo de degradação, ainda é possível visualizar alguns que foram recuperados.
| Forcalhos, situada a pequeníssima distância de Espanha, é freguesia muito antiga, referida já no foral dado ao Sabugal: “Mais darão coutada para os bois da aldeia de Forcalhos, o ano que tiverem pão, e seu limite, com as outras condições todas do dicto contracto, que todas aqui as vemos para sempre se cumprirem, como nelas é particularmente declarado”. O seu pároco era da apresentação do reitor da vila de Alfaiates, que se encontra a sete quilómetros apenas. Viveu esta freguesia momentos importantes aquando das guerras contra Castela. Aqui aprisionou Brás Garcia de Mascarenhas, referido anteriormente, nove soldados comandados por Hiração, governador de Albergaria, mas a aldeia acabou por ser saqueada e incendiada pelas tropas daquele. A padroeira de Forcalhos é Santa Maria Madalena. A ela lhe foi dedicada a bonita igreja matriz, cujo interior se apresenta ornado de algumas figuras sagradas. No “Comércio do Porto” de 22 de Abril de 1940, era publicada uma curiosa notícia relativa a esta freguesia, dando conta do nascimento de um “original” carneiro com quatro chifres, pertença do pastor Manuel Zelo. Uma “anomalia da natureza”, noticiada por ser caso “único na região”. |
Forcalhos é uma freguesia portuguesa do concelho do Sabugal , com 18,39 km² de área e 108 habitantes ( 2001 ). Densidade: 5,9 hab/km². É uma aldeia muito antiga. Já era paróquia em 1365 , ano em que um presbítero chamado Gil Esteves faz uma petição ao Papa Urbano V a propósito dos benefícios das paróquias de Aldeia do Bispo, Lageosa e Forcalhos. Junto à fronteira com a Espanha, na área da freguesia dos Forcalhos, existe uma velha ermida dedicada a Nossa Senhora da Consolação, mandada construir por Maria Fernandes, no início do séc. XVI, em virtude de um milagre relacionado com um seu filho doente que regressava, com a mãe, de Salamanca para Aldeia da Ponte, e no local, se encontrava com febre e necessitado de água. A ermida entrou em ruina durante as Guerras da Restauração tendo sido restaurada após o tratado de paz assinado em 1668. Depois dos inícios do século XX voltou a entrar em ruina tendo já sido restaurada de novo. A festa principal é dedicada ao Santíssimo Sacramento e ocorre no terceiro domingo de Agosto, todos os anos. Na segunda feira seguinte realiza-se a tradicional "capeia" com encerro dos touros, pedido da praça e - nota específica - com o forcão.